segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Igrejas na Turquia (antiga Ásia Menor) à Beira da Extinção

Muito embora os cristãos sejam uma pequena minoria na Turquia de hoje, o cristianismo tem uma longa história na Ásia Menor, terra natal de diversos apóstolos e santos cristãos, inclusive Paulo de Tarso, Timóteo, Nicolau de Mira (Lícia) e Policarpo de Esmirna.

Todos os sete primeiros Concílios Ecumênicos foram celebrados no que é a Turquia de hoje (a Turquia se divide em 2 continentes: Europa e Ásia). Dois dos cinco centros (Patriarcados) da antiga Pentarquia, Constantinopla (Istambul) e Antioquia (Antakya), também estão localizados na Turquia. Antioquia foi o lugar em que pela primeira vez os seguidores de Jesus foram chamados de "cristãos".

A Turquia também é a terra natal das Sete Igrejas da Ásia, para onde foram enviadas as Revelações de João. Nos séculos seguintes inúmeras igrejas foram construídas naquela região.

Uma delas, a Hagia Sophia já foi a maior catedral do mundo cristão, até a queda de Constantinopla nas mãos dos otomanos no século 15, seguida por 3 dias de saques desenfreados.

Hoje a Turquia conta com uma percentagem menor de cristãos em relação a sua população do que a de qualquer um de seus vizinhos, menos que na Síria, Iraque ou Irã. A maior causa disso foram os massacres ou genocídios assírios, armênios e gregos ocorridos entre 1915 e 1923.

Pelo menos 2,5 milhões de cristãos nativos da Ásia Menor foram mortos, abertamente massacrados ou vítimas de deportações, trabalho escravo ou marchas da morte. Muitos deles morriam em campos de concentração, de doenças ou inanição.

Muitos gregos que sobreviveram ao massacre foram expulsos de suas casas na Ásia Menor em 1923, quando da troca forçada da população entre a Turquia e a Grécia.

A devastação física foi seguida pela devastação cultural. Do começo ao fim da história da república turca, inúmeras igrejas e escolas cristãs foram destruídas ou transformadas em mesquitas, depósitos e estábulos, entre outras coisas.

Os grupos de cristãos que são mais severamente perseguidos são: grupos tradicionais (armênio, grego, siríaco e igrejas católicas) são todos monitorados regularmente e sujeitos a certos controles e limitações por parte do governo. Seus membros são considerados "estrangeiros" em muitos assuntos de responsabilidade pública. Grupos evangélicos se encontram em lares, por não poder pagar um lugar para encontros.

O grupo de recém-convertidos que, são cristãos convertidos de origem muçulmana, suporta um dos maiores pesos da perseguição na Turquia. A pressão vem da família, amigos, comunidade e até mesmo das autoridades locais. Eles são considerados traidores da identidade turca.

Fonte: http://pt.gatestoneinstitute.org/5600/igrejas-turquia
https://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/perfil/turquia/